A mística

O universo de A Luz da Escuridão era dominado por processos que iam muito além das forças da biologia. Esses processos, eram controlados por uma força poderosa oriunda da Essência Mística. Os processos místicos, como eram chamados, faziam parte profunda das culturas do mundo da Luz e o da Escuridão e o domínio desses processos era chave para a sobrevivência de ambos os mundos. O estudo dos processos místicos era chamado por ambas as culturas de “A Mística”.

Processos místicos não eram apenas dominados por criaturas inteligentes. Animais e entidades também tinham um determinado controle da mística e existiam também fenômenos místicos que aconteciam naturalmente nos dois mundos. Alguns processos místicos podiam ser facilmente aprendidos já outros não. Esses processos mais ocultos eram produzidos por experiências místicas pessoais, a criatura só teria acesso a tais conhecimentos tendo vivenciado trais forças, o que podia acontecer absorvendo a essência mística de outras criaturas.

Os processos místicos também tinham um efeito amplificado ou diferente de acordo com o mundo em que fosse conjurado. Processos místicos do mundo da Luz tendiam a ter um efeito amplificado em criaturas do mundo negro e vice e versa. Os feitiços consumiam essência mística e sempre geravam artefatos, que poderiam ser fenômenos, objetos ou até mesmo entidades que eram criadas colateralmente junto com o feitiço.

A Mística se dividia em certos subgrupos e dentro de cada grupo, existiam variações do mesmo processo dependendo da linhagem e do mundo ao qual o indivíduo pertencia (Luz ou Escuridão). Certos processos só existiam no mundo escuro, outros apenas no mundo da Luz. Existiam 8 vertentes da Mística.

Elas eram:

Elementomancia

Era o conhecimento dos processos místicos relacionados com os elementos naturais: Fogo, Ar, Terra e Água. Eram feitiços que tinham um impacto maior no equilíbrio natural e seu uso era sempre cauteloso. A Elementomancia negra dominava com maior profundidade os processos do fogo e da terra, quanto a Elementomancia branca, os processos da água e do ar. A Elementomancia era a vertente da mística que mais era usada a fins pacíficos, na maioria dos casos, para ajudar na sobrevivência.

 Essenciomancia

A Essenciomancia era a vertente da Mística que estudava os processos místicos relacionados com as próprias essências da Luz e da Escuridão. Obviamente a Essenciomancia negra só tinha controle sobre a essência negra, assim como a branca o controle apenas da essência da Luz.

A Essênciomancia era particularmente perigosa para ambas as culturas pois tanto criaturas brancas e negras eram extremamente vulneráveis a essência do mundo oposto.
A Essênciomancia foi o conhecimento que tornou possível, os dois mundos interagirem e foi o que acabou permitindo que criaturas brancas e negras explorassem o mundo oposto.

 Temperomancia

Temperomancia era a vertente da mística que estudava a manipulação da essência periférica. A essência periférica era o estado da essência que determinava a saúda e condição física de uma criatura. Sua manipulação permitia todo o tipo de efeito, desde cura, regeneração, até maldições, debilitações e corrupções.

A Temperomancia era empregada de maneira tanto benéfica quanto maléfica. Poderia ser usada naquilo que chamamos de medicina assim como nos processos de maldição. Era um conhecimento perigoso por diversas razões. Em primeiro lugar devido ao vício. Criaturas facilmente se tornavam dependentes desses processos e seus efeitos. A Temperomancia podia prejudicar uma séria de processos naturais da essência da criatura, tornando ela debilitada com o tempo.

Outro perigo, em especial no caso das corrupções e maldições, era que uma vez corrompida a essência de uma criatura se tornava perigosa aos outros. Ao matar uma criatura através da corrupção, a absorção da essência da criatura corrompida acabava por corromper também a essência daquela que a absorvera. Assim, no caso de essências corrompidas. Elas só podiam ser absorvidas depois de serem purificadas através de outros processos místicos que muitas vezes eram difíceis ou custosos de se produzir.

Necromancia

Desenvolvidos somente por seres escuros. A Necromancia era uma das mais poderosas vertentes da Mística. A Necromancia tornava possível o controle de corpos mortos (sem essência). Esses processos criavam entidades sem vida e escravas do conjurador. Eram processos dominados por apenas uma linhagem do mundo negro, chamada de Taylanths.

Historicamente, a linhagem dos Taylanths acabou por se tornar um grande mal aos dois mundos e acabou sendo parcialmente extinta em uma grande guerra. O conhecimento da Necromancia permaneceu apenas em escritos e muitos dos poderosos processos se perderam. Poucas criaturas de outras linhagens conseguiam se desenvolver significativamente na Necromancia e em muitas regiões estes conhecimentos eram expressamente proibidos.

Biomancia

Desenvolvido somente por seres da luz. A Biomancia era outra poderosa vertente da mística. Diferente da Necromancia, a Biomancia estudava os efeitos da essência profunda na criação da vida. Eram processos estranhos e pouco compreendidos. Permitiam a criação de criaturas únicas e a transformação da natureza em si.

A Biomancia era dominada somente por uma linhagem branca, chamada Panthos. Os Panthos eram linhagens ancestrais que não se misturavam com as outras culturas. Não possuíam representação frente as outras linhagens e não permitiam forasteiros em suas terras.

Os Autocratas brancos quase sempre faziam vista grossa em relação aos Panthos, evitando conflitos com os poderosos místicos e deixando eles com suas vidas isoladas. Os Panthos por sua vez raramente criavam problemas com outras culturas. Esse distanciamento tornava a Biomancia, uma vertente da Mística completamente desconhecida para a maioria das pessoas.

fenomenomancia

A Fenomenomancia era uma vertente da Mística que estudava os processos místicos naturais. Esses processos naturais, chamados Fenômenos, eram forças que faziam parte do cotidiano de cada criatura dos dois mundos e ambas as culturas permaneciam sempre a mercê delas.

Os processos Fenomenânticos produziam múltiplos eventos. Na maioria dos casos, uniam vários grupos de feitiços. Um feitiço fenomenal poderia, por exemplo, gerar eventos elementares e ao mesmo tempo amaldiçoar um objeto ou criatura. Em alguns casos produziam eventos especiais que não se enquadravam em nenhum dos grupos citados. Os processos místicos mais poderosos se enquadravam nesta categoria.

A Fenomenomancia foi a vertente da Mística que mais trouxe progressos para ambas as culturas brancas e negras. O grande exemplo de seu uso era no erguimento das capitais dos mundos banco e negro, chamadas Halugarde e Noprótone respectivamente. Essas cidades se erguiam quilômetros no céu sustentado por estreitos pilares de rocha. O processo místico que permitia tal sustentabilidade era extremamente poderoso e constante, sem ele ambos as cidades simplesmente desmoronariam.

Psiônica

A Psiônica era a corrente da Mística que estudava o controle cinético de objetos através da vontade e do poder da essência. Tinha inúmeras aplicações inclusive sobre o próprio corpo das criaturas. Suas aplicações eram vastas, incluindo na arquitetura, na locomoção, principalmente das linhagens inferiores não aladas, como Delkas e Nercantes.

A Psiônica era bastante usada também no combate. Se aplicada ao próprio corpo, permitia movimentos, saltos e ataques rápidos, assim como na conjuração de escudos físicos protetores.

Entitomancia

A Entitomancia era a mais difícil vertente da mística e aquela que tinha os efeitos mais inesperados. Era difícil de se ter um verdadeiro controle. A Entitomancia era a vertente da Mística que permitia a criação interação com entidades. Entidades, entretanto, tinham ações e vontades próprias e isso era o que tornava complicada as suas aplicações. A Entitomancia se era empregada de 3 formas.

Evocações

Estudava a criação de entidades elementares e o controle de entidades místicas e físicas. Esses processos permitia o uso dessas entidades de diversas formas, principalmente no combate. As evocações também permitiam, em alguns casos, controlar criaturas e indivíduos.

Possesões

Forma mais surpreendente do uso da Entitomancia. Estudava formas de possuir outras criaturas inclusive a si próprio. A função de causar a própria possessão por uma entidade tinha relação com a amplificação de atributos, como força e resistência. Ao ser possuído um indivíduo poderia se tornar poderoso ou poderia transcender os seus conhecimentos normais. Entretanto, era um processo extremamente perigoso, pois era muito fácil o indivíduo perder o controle de si mesmo. As possessões podiam causar, em casos extremos, a eterna transformação do indivíduo, sendo este permanentemente controlado pela entidade.

Portais

Portais eram processos Entitomânticos que só eram possíveis através da cooperação de grandes entidades. Geralmente só eram possíveis quando o indivíduo tivesse uma ligação emocional com a entidade. Portais geralmente se tornavam possíveis quando entidades poderosas forneciam esses poderes aos indivíduos. Eram processos muito raros e únicos. Esses processos não podiam ser aprendidos de forma alguma, nem mesmo absorvendo essência mística do conjurador.

Fonte :
universe.thelightofthedarkness.com

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